Guarda Compartilhada - como agir
(mãe)
Vocês se separaram e já venceram a fase da disputa pela
guarda (se houve claro) é já decidiram como será a agenda com os filhos. Trato
com vocês a partir deste ponto. Em outro momento vamos falar sobre a questão
desta guarda.
Vamos lá.
Na guarda compartilhada dos filhos, duas realidades são postas.
A realidade do pai e a realidade da mãe. Hoje vou falar sobre a realidade da
mãe. Amanhã falo da realidade do pai.
Mãe.
Vocês se separaram, tá doendo muito. Você se sente
injustiçada, ferida e a alma está cheia de ódio, amargor e angústia. Mas é
segunda-feira, dia normal de aula. A pergunta dos filhos: “mãe quando vou poder
ver o papai?”- ocorre dia sim e o outro também. Geralmente duas vezes por hora.
Vocês decidiram que você ficaria com as crianças, e ele
ajudaria nas despesas e no cuidado também. Ele prometeu que seria um pai
presente, você duvida, mas tudo bem, quem sabe agora ele resolva. Não é? Ou ele
sempre foi um pai presente, e você sente o quanto seus filhos estão sentindo
falta dele pela manhã, contudo agora ele vai morar em outro contexto, e tudo
ficou mais distante e caro. Não vai dar para ele ser aquele cara presente.
Quais os perigos você tem que evitar ou eliminar caso já
tenha sido embaraçada por eles
Ele é o pai, você é a mãe.
Simples não é? Nem sempre. O avó, tio, primos mais velhos, vizinho, pastor ou
qualquer outra figura masculina não é.
Você continua sendo mãe, óbvio,
mas também é mulher. Cuide-se. As crianças vão tomar um tempo além do que você
estava acostumada, ou não caso o pai era ausente. Você vai tender querer
compensar doando mais tempo ainda. Não. As lacunas não vão ser supridas por
você. Entenda este é o preço que vocês decidiram fazer com que seus filhos
pagassem. Você pode até achar que consegue, mas não vai ser bom. Nem tente.
Sua cama, é sua cama. Não adianta
colocar os filhos ou as filhas para dormir no seu quarto. Vocês já quebraram
muito a rotina dos filhos pela separação. Pode parecer crueldade, mas manter os
filhos dentro da rotina anterior é um cuidado para com eles.
Não exceda nos mimos. Não
compense com presentes. Há dor também no coração dos filhos, mas não é fazendo
o que você nunca fez que irá amenizar.
Saiba a hora de dizer sim, e a
hora de dizer não. Não peque pelo excesso de nenhum deles.
O pai dos seus filhos não foi um
bom marido, ou até foi, mas vocês não foram bom um pro outro. Deixe que seus
filhos saibam disso. Eles vão querer depositar no pai a culpa da sua tristeza,
choro incontido e da situação como um todo.
E por último não se entregue!
Não se entregue. Você vai
conseguir levar tudo da melhor forma possível. Acredite.

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